Slow Man (J. M. Coetzee)

Depois de: uma crise de sinusite, uma prova-relâmpago, duas reuniões-relâmpago, uma apresentação no XIV Seminário de História e Literatura na FAPA, um incêncio no prédio ao lado de onde moro, a recuperação de algumas muitas horas de sono e problemas técnicos nas configurações do roteador wireless (na verdade o problema persiste, mas escrevo do computador do meu colega de apartamento), tudo na mesma semana, finalmente consigo sentar e atualizar o blog. Sinceras desculpas pela demora e pelo temporário abandono.

Uma coisa que acho sensacional quando leio um livro (ou assisto filmes/seriados) é minha capacidade de mudar de opinião a respeito de determinado personagem. Há pouco tempo comentei (no twitter, acho) que havia gostado do Slow Man até o aparecimento repentino da personagem Elizabeth Costello. No entanto, ela conquistou minha simpatia no decorrer do livro porque provou ser um ponto de equilíbrio para o personagem principal, Paul Rayment. Ela serve como mediadora dos conflitos que surgem quando Rayment, um sexagenário que perdeu uma perna em um acidente, se apaixona por sua enfermeira, Marijana Jokic.

Escritora de sucesso, também sexagenária, Elizabeth aparece no apartamento de Paul de forma inesperada e sem explicações plausíveis aparentes — o que acaba incomodando durante boa parte da leitura, principalmente porque o livro avança, sem pistas sobre o aparecimento repentino. No entanto, esses detalhe acabou dissolvido na trama quando pecebi que, na verdade, não interessa “de onde a personagem veio e para onde ela vai”, mas sim, da importância dela na vida de Paul, mostrando a ele que, por mais que ele sonhe com uma vida “bela” ao lado de Marijana, e que possa dar a ela todo o tipo de segurança material, ela jamais corresponderá ao seu afeto.

Ao dizer isso, Elizabeth mostra a Paul que, embora não possa recuperar o tempo perdido em sua vida, principalmente pelo fato de não ter tido filhos — que o incomoda bastante — não é porque ele sofre de uma limitação decorrentete de sua amputação, ele não está mais vivo.

Pode parecer bobagem da minha parte, mas acho que o personagem David Lurie (de Disgrace, também de Coetzee) precisava de uma Elizabeth Costello, para mostrar que a vida não termina depois dos 50 anos, três divórcios e uma filha vítima de estupro.

Caso semelhante aconteceu com a personagem Joan do seriado Mad Men. No início eu a achava arrogante mas, agora, ela é, sem sombra de dúvida, a minha personagen feminina favorita — e a mais bonita, sim senhor! (Por falar nisso, fiquei sabendo das especulações de que a Elizabeth Moss concorrerá ao Globo de Ouro. Meus votos vão para a Christina Hendricks oooou para a January Jones!)

Edição: COETZEE, J. M. Slow Man. New York: Penguin, 2006.

Próximas Leituras

Justifico minha ausência prolongada: comecei a ler Slow Man do Coetzee para uma disciplina da faculdade. Como não havia conseguido o exemplar a tempo, me contentei a ler sabe-se-lá quantas páginas em pdf. Porém, como não possuo notebook, nem netbook, muito menos kindle e demais devices para a leitura de um arquivo não-impresso em outros lugares que não sejam a minha casa (mais precisamente, no meu computador), comecei a ler A Writer’s Diary, da Virginia Woolf porque o mesmo foi retirado da biblioteca e poderia ser carregado facilmente nas minhas bolsas em idas (não tão) intermináveis à faculdade. Outro porém: adquiri, na semana passada, um livro que deveria ter sido lido há algumas semanas para a faculdade, o The Gathering, da irlandesa Anne Enright (presente da minha querida xará Amanda) e sobre o qual pretendo fazer um dos trabalhos da disciplina.

Como decidir pela leitura de um dos três livros?
1. Prazos: ainda tenho uma semana para finalizar a leitura de Slow Man e a mesma uma semana para entregar o trabalho sobre The Gathering. Portanto, a prioridade será em cima de um deles. A Writer’s Diary pode esperar até o interstício de tempo entre Slow Man e a próxima leitura da cadeira por se tratar de uma narrativa fragmentada (é uma compilação dos diários da Virginia Woolf) que não segue, por assim dizer, um enredo linear.

2. Praticidade: ler um livro deitada na cama e apoiada em travesseiros é muito mais agradável do que sentada em uma cadeira não muito confortável e arruinando a capacidade de leitura dos meus olhos com o brilhozinho irritante do monitor (que já reclamam da miopia e astigmatismo beirando aos 5). PORÉM, a letra impressa do The Gathering é miudíssima, o que também contribui — e muito — para a ruína dos meus olhos (já o pdf permite um maravilhoso zoom ad infinitum).

3. Tamanho: o arquivo do Slow Man conta com 204 páginas e, sem que eu notasse, já li mais de 100, ao passo que sequer abri o exemplar do The Gathering ainda.

Portanto, se meus olhos permitirem, o próximo post será sobre J. M. Coetzee.

Amor em Minúscula (Francesc Miralles)

Ganhei este livro de presente de aniversário (no ano passado!) do meu querido colega Gustavo mas só agora resolvi colocá-lo no topo da minha lista de leituras porque, bem, porque achei que pegaria meio mal não dar a devida atenção a um presente querido. (foi mal pela demora, Gus!)

Infelizmente minhas impressões sobre este livro não foram como eu gostaria que fossem. Minha intenção era a de chegar para o Gustavo e dizer "Muito obrigada, o livro é ótimo! Gostei disso, disso e daquilo…" etc. como acontece com qualquer livro que caia nas minhas mãos mas, infelizmente, não foi nem de longe o que aconteceu.

Em primeiro lugar, embora a capa do livro seja lindíssima: um filhote de gato laranja em um fundo branco — imagino que tenha sido o motivo que levou à escolha deste livro como presente e não outro, afinal, amo gatos — o livro peca em diversos aspectos. Talvez por se tratar de um livro enquadrado no gênero (?) best-seller, sem grandes elaborações e com uma narrativa digerível para quem, ao contrário do que acontece comigo, não tenha o hábito de ler e se satisfaça com esse tipo de publicação.

Dentre muitos, muitos aspectos que me irritaram profundamente na leitura deste livro, vou selcionar apenas (?) quatro:

  • A arrogância do narrador ao achar que o leitor é burro (para não dizer outras coisas) e que não reconhece referências literárias como Goethe, Rilke e Kafka — ok, dentre todos os aspectos esse é o "menos pior", porém, em determinados capítulos o autor enche linguiça com dados sobre os literatos e demais personagens históricos presentes no romance;
  • A maneira como o narrador se dirige ao público-leitor, como se o mesmo estivesse buscando uma espécie de sabedoria ou, melhor, como se o público quisesse que o narrador refletisse e o convidasse a dividir suas conclusões sobre determinados aspectos da vida. (será que o Gustavo procurou este livro na prateleira dos livros de auto-ajuda? :S! );
  • A arrogância do narrador ao tratar todas as personagens mulheres do romance como meninas (e há uma referência clara quando se refere a cada uma delas) mimadas ou ingênuas, isto é, as infantiliza. Em mais de uma passagem o narrador se porta como "pai" delas (sendo que uma delas é sua própria irmã) e emite juízos de valor com relação a determinados comportamentos das mesmas. O personagem em si é piegas e convencido, idealizando e subestimando a capacidade de ação das personagens femininas, como uma espécie de Werther contemporâneo, desejando que sua Charlotte caia a seus pés a qualquer momento — o que, de fato, acontece ao final deste romance.
  • Por fim, o aspecto que mais me irritou profundamente foi a quantidade de erros (visivelmente) de digitação. Erros desse tipo são perfeitamente aceitáveis em todas as formas de publicação — sabemos bem do volume de trabalho que um revisor editorial enfrenta diariamente — mas a falta de cuidado com esta edição desmereceu o trabalho do tradutor, do revisor e da própria editora e conferiu mais pontos negativos para minha avaliação deste romance;

Peço perdão infinitas vezes por apresentar uma análise subjetiva que tende ao preconceito com relação aos livros best-seller mas, de certa forma, fico indignada pois já li uma centena de livros que receberam o mesmo rótulo e, no fim, provaram ser infinitamente melhor em termos de desenvolvimento da narrativa do que o romance de Miralles.

Edição: MIRALLES, Francesc. Amor em Minúscula. Tradução (do espanhol) de Luís Carlos Cabral. Rio de Janeiro: Record, 2008.

The Lost Boy (Thomas Wolfe)

Depois de quase duas semanas de leitura, três páginas do meu bloco de anotações e seguidas releituras de trechos e alguns contos completos, consegui sentar e organizar minhas impressões sobre o The Lost Boy, do Thomas Wolfe.
Tomei conhecimento deste autor por "indicação" de Claudio Willer no já citado Geração Beat. Alguns dias atrás, na biblioteca da faculdade, me deparei com este exemplar e lembrei que, segundo Willer, este autor teria influenciado os escritores da Geração Beat na década de 50. Infelizmente, The Lost Boy era o único livro de Tom Wolfe disponível nas estantes de literatura norte-americana. Felizmente, era um dos melhores!

O livro é composto por 10 contos, todos parte de uma série de manuscritos deixador por Wolfe para seu editor.Ao final dos 10 contos há um texto intitulado "A Note on Thomas Wolfe" em que o editor Edward C. Aswell conta sua experiência como editor de Wolfe e também esclarece o processo criativo do escritor. Comecei a lê-los sem grandes expectativas porque, bem, porque é um livro de contos, e minhas expectativas com relação a um livro desse tipo é sempre: "posso esperar qualquer coisa que tenha saído da mente de um escritor porque todos sabemos que escritores são meio (?) loucos". Adoro pegar um livro de um autor até então desconhecido e imaginar uma espécie de "circo dos horrores" (no bom sentido), em que cada conto relata um universo a parte ou situações aleatórias vividas pelos personagens que, também, na maioria dos casos são aleatórios.
Assim começou The Lost Boy. Porém, para minha surpresa (I), conforme fui avançando na leitura dos contos, percebi uma sequencia narrativa — motivo pelo qual me obriguei, com muito prazer, a reler vários trechos e alguns dos contos na íntegra! — o que transforma a série de narrativas quase em um romance. Ora, e por que não interpretar dessa maneira?

Para minha surpresa (II), acabei descobrindo que muitas das situações narradas no livro são autobiográficas, mostrando a infância, a perda do irmão, a história da família, as viagens, a cidade natal e, claro, muitas das indagações com as quais um escritor se depara ao longo de sua trajetória literária. A literatura obteve importancia tal em sua vida que, pesquisando sobre Wolfe, descobri que o mesmo possui um ensaio autobiográfico sobre a escrita intitulado The Story of a Novel, publicado em 1936.
Quais meus contos favoritos desde livro? Posso afirmar que o primeiro, The Lost Boy, é certamente um deles. Conta a história de uma família que lembra do já falecido filho de 12 anos, Grover. Na primeira parte do conto, Grover, ainda vivo, compra doces em uma loja perto de sua casa em troca de selos. A rotina de Grover é marcada pela inocência com que o menino vê o cotidiano ao seu redor:

Also, he always stopped before the music and piano store. It was a splendid store. And in the window was a small white dog upon his haunches, with head cocked gravely to one side, a small white dog that never moved, that never barked, that listened attentively at the flaring funnel of a horn to hear "His Master’s Voice" – a horn forever silent, and a voice that never spoke. And within were many rich and shining shapes of great pianos, an air of splendor and of wealth. (pág.5)

Na segunda, terceira e quarta parte, a mãe, a irmã e o irmão, respectivamente, relembram da infância na casa e das histórias do filho e irmão querido e já falecido. O conto encontra-se disponível na íntegra aqui.

Várias das histórias, giram em torno do personagem Eugene Gant, um escritor que, vem a se saber no sexto conto The Return of the Prodigal, escreve um livro contando uma história de sua cidade natal e como os moradores da mesma ficaram indignados com o livro. Neste conto o personagem principal fantasia uma situação em que retorna à cidade natal e é calorosamente recepcionado por ser agora um escritor famoso, e não mais um possível caluniador da cidade. No entanto, Eugene Gant é irmão de Grover e protagonista da terceira parte de The Lost Boy, quando Gene, depois de muitos anos, retorna à casa em que nasceu e cresceu com seus irmãos. No momento em que Eugene fantasia seu retorno à cidade natal`, imagina uma cena tanto cômica na qual seria testemunha: em um bar, dois homens discutem e um deles acaba baleado, porém, ao descobrirem que Eugene, o famoso escritor, encontra-se no bar a tensão do momento é dissolvida e Gene passa a ser foco das atenções, despertando a curiosidade e a admiração de todos, pois afinal, estão frente a frente com uma "celebridade" — enquanto o corpo do assassinado jaz a poucos metros de todos.
Por fim, cabe ressaltar que Thomas Wolfe é considerado um dos grandes escritores do Século XX e sua obra é digna de atenção (na minha opinião) por enfocar o processo literário e por tornar sensíveis as mais banais cenas do cotidiano.

Mais algumas anotações (tiradas do meu bloquinho — e ampliadas aqui, no googledocs):

  • Há uma interessante biografia sobre o autor no Thomas Wolfe Web Site (complementar ao Note on Thomas Wolfe, de Aswell)
  • Faleceu jovem, aos 37 anos de idade; porém, apenas 9 anos antes de morrer começou a escrever "freneticamente" e a publicar seus textos — o que me faz lembrar do escritor chileno Roberto Bolaño, falecido em 2003, teve um número considerável de romances e contos escritos e publicados poucos anos antes da sua morte.
  • Há um trecho em Note on Thomas Wolfe em que Aswell diz:

George Webber [personagem de You Can't Go Home Again (1940)] had just published his first book when he uttered this despairing cry, and was about to plunge into the jungle depths of Brooklyn to live and work alone until he had found "the way" out of his dilemma. (pág. 211)

esta espécie de "reclusão" e de "fuga" da sociedade, de certa forma, me fez lembrar e ficar com vontade de ler o romance Dr. Pesavento, do escritor catalão Enrique Villa-Matas. Também ficou com vontade? Há duas resenhas interessantes para quem também estiver interessado(a) aqui [revista Cult] e aqui [blog do Antônio].

Edição: WOLFE, Thomas C. The Lost Boy; with a note on Thomas Worlfe. New York: Harper & Row, 1965.

Entrevista com o poeta Manoel de Barros na Revista Cult

Belíssima a entrevista na edição deste mês da Revista Cult (Maio 2010 – ano 13) com o poeta Manoel de Barros sobre o lançamento dos livros Poesia Completa (Ed. LeYa – R$ 69,90) e Menino do Mato (Ed. LeYa – R$ 29,90). Segue abaixo trecho da conversa:

Eu fui abençoado por uma infância no mato. Não tínhamos vizinhos, não havia outras casas, outros meninos. Só nós – eu e dois irmãos. E o chão de formiga e de lagartixas. A mãe não tinha tempo de nos levar ao colo. O pai campeava. E a gente brincava de inventar brinquedos. Fui na luta para a poesia depois.

Vale a pena conferir.

O quê?:
Revista Cult. Edição número 146, Maio de 2010 – ano 13. Editora Bregantini
parte da entrevista encontra-se disponível aqui.

O Perdão (Andradina de Oliveira)

Li, em dois dias, este livro maravilhoso e muito diferente de qualquer livro de literatura brasileira que já caiu nas minhas mãos até hoje. Publicado originalmente em 1910 e relançado este ano pela Editora Mulheres, foi organizado e conta com Introdução da professora da UFRGS Dra. Rita Terezinha Schmidt.

Este romance, urbano, trata do tema do adultério em uma família porto-alegrense do início do século XX. Estela, filha primogênita do casal Leonardo e Paula, vive rodeada pelo luxo e carinho da família e do marido Jorge. Porém, quando Armando, sobrinho de Jorge muda para a casa dos dois para estudar Direito na capital, a protagonista sente-se atraída pelo sobrinho que a seduz através da música, sua grande paixão menina. Os dois entregam-se à paixão, ocultando de todos (inclusive dos criados) os encontros e beijos às escondidas. Estela adoece por conceber que seu romance com Armando trata-se, nas palavras da autora, de uma “paixão criminosa” e vê seu mundo ruir, dominada pelo medo de ser descoberta – e, em seu delírio, morta – pelo marido. Os dois, então, decidem fugir em uma embarcação rumo ao Rio de Janeiro para refugiarem-se com a mãe, com as irmãs de Armando e, claro, com a miséria que espera pelos dois amantes e cúmplices na construção do futuro desgraçado que os aguarda.

A autora aborta a temática da histeria sofrida pela personagem principal, provocada pelo intenso sentimento de culpa em uma sociedade cujos valores patriarcais reinam sobre a subjetividade e que designa os papéis sociais e de gênero vividos pelas mulheres. Jorge, seu marido, que é visto como um modelo de moral e virtude, passa maior parte do dia fora e em algumas ocasiões até passa a noite, com o mesmo pretexto do trabalho e, no entanto, em momento algum é sugerida qualquer suspeita acerca de um possível caso extra-conjugal – o que me faz pensar se é proposital ou não da parte da autora.

O desejo de emancipar-se mostra-se presente no diálogo entre duas personagens, tia Zina, tia-avó, e Paula, mãe de Estela. Transcrevo abaixo trecho do diálogo presente na página 142:

– Estela tem juízo, Paula, e compreende verdadeiramente os seus deveres. A mulher depois de casada morre para o mundo. É tratar do marido e dos e filhos e nada mais.
– Ora deixe-se de tolices, tia Zina! Você nem parece que está no século XX, no reinado da emancipação da mulher. Longe vai a nossa escravidão! Longe vão os absurdos preconceitos! Fique certa, tia Zina, que a mulher pode muito bem cumprir as suas obrigações sem ficar criando bolor em casa, deixando inchar as pernas e engrossar a cinta.

Imagino que não há necessidade de relembrar que o livro foi publicado em 1910.

Não posso deixar de registrar meu apreço por esta obra que, somada às demais que li durante meu trabalho de pesquisa com a professora Rita, contribuíram para um maior conhecimento (e também total apreço) pelas obras esquecidas (e agora resgatadas) de escritoras latino-americanas do século XIX e início do século XX.

Edição: OLIVEIRA, Andradina de. O Perdão. Florianópolis: Editora Mulheres, 2010.

Geração Beat (Claudio Willer)

Queria ter lido este livro desde o ano passado quando recebi a indicação, porém, só no mês passado consegui adquiri-lo (ganhei de presente de aniversário adiantado de um amigo querido) com direito a dedicatória do autor quando o mesmo esteve na Palavraria Livros & Café dia 16 de Abril. O exemplar faz parte da coleção L&PM Pocket Encyclopaedia, que conta com diversos outros títulos interessantes (dentre eles, algumas biografias e fatos históricos).

Fiquei impressionada com a quantidade de dados apresentada por Willer e com a influência dos escritores da Geração Beat ao longo do século XX (e, claro, do XXI). Recomendo principalmente a leitura (e releituras) do capítulo n.6 "Da beat à contracultura", que mostra o cenário histórico e político dos anos 50 e 60, importante para a compreensão das obras produzidas pelos beats.

Sexo, drogas, jazz, religião, a vida errante, experiências transcendentais, desapego material etc. com um (único e) audacioso objetivo: a literatura.

Edição: WILLER, Claudio. Geração Beat. Porto Alegre: L&PM Pocket Encyclopaedia. 2009.