Cachalote (Rafael Coutinho e Daniel Galera)

Faz algum tempo já que me convidaram para escrever sobre quadrinhos para o site O Café, aqui de Poa. Queria há muito tempo ter escrito minhas impressões sobre Cachalote, de Rafael Coutinho e Daniel Galera, então, aproveitei o espaço do site e fiz uma série de postagens sobre a produção nacional de quadrinhos (claro que não deu pra falar sobre metade do que eu gostaria mas, isso é assunto para outro post) e um dos textos, é claro, foi dedicado ao Cachalote.

Queria, na verdade, ter postado aqui primeiro mas, como vinha escrevendo sobre a produção nacional, acabei publicando lá primeiro. Conversei com a Kika, minha “chefa”, e ela disse que eu poderia publicar o texto aqui, contanto que seguisse algumas regras. E ela fez questão de deixar bem claro qual seria a principal delas: não posso postar o mesmo texto na íntegra, devo publicar apenas uma parte e o resto no endereço de origem. Tudo bem, eu disse, acho que os leitores do blog não vão se importar em clicar no link para continuar lendo o restante do texto. Não é?

Pois então, desejo boa leitura!

* * *

Em julho desse ano, ocorreu o lançamento, aqui em Porto Alegre, na Palavraria, da graphic novel Cachalote, da editora Quadrinhos na Cia. A autoria do livro é, na verdade, uma parceria entre o desenhista Rafael Coutinho e o escritor Daniel Galera.

Lembro que acompanhei pelo blog da Companhia das Letras o lançamento nacional e fiquei muito feliz quando houve o lançamento aqui porque pude, finalmente, ter o meu exemplar em mãos. Tenho, faz algum tempo, acompanhado a produção nacional de HQs e tenho me surpreendido a cada nova descoberta e aquisição, a exemplo de textos anteriores publicados aqui, como o Mesmo Delivery, de Rafael GrampáOs passarinhos, de Estevão RibeiroEntreQuadros, de Mário César e, por fim, as publicações da Mojo  Books.

Rafael Coutinho possui um dos traços mais lindos que já vi nas minhas “andanças” pelo território das histórias em quadrinhos (e olha que eu já li uma infinidade de graphic novels!) e, além disso, todo o projeto editorial de Cachalote é fantástico.

A graphic novel é composta por seis histórias intercaladas em três grandes capítulos que iniciam e culminam em uma imensa… cachalote. Primeiro, uma senhora idosa e grávida nada na piscina de sua mansão ao encontro da cachalote. Segundo, um ator chinês bêbado no Brasil. Terceiro, um escultor que se vê protagonizando um filme sobre a própria vida. Quarto, um garoto humilde que conquista garotas adeptas do sadomasoquismo. Quinto, um playboy que vai pra Europa a mando do tio. Sexto,um casal separado que se reencontra em um parque e conversa sobre a vida de cada um — e da filha pequena.

O que chama a atenção, logo de cara, é que todas, absolutamente todas as páginas são em preto e branco. Em vários momentos tive vontade de comprar um jogo de aquarelas (confesso, ainda não tenho um) e pintar todas as histórias. Não que o fato de ter páginas em preto e branco atrapalhe a leitura ou diminua a qualidade da graphic novel, muito pelo contrário! Acontece que a leitura é tão prazerosa que dá vontade de “participar” do processo de criação com aquarela ou canentinha ou giz de cera.

Continue a ler o resto do texto aqui.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s