Próximas Leituras

Justifico minha ausência prolongada: comecei a ler Slow Man do Coetzee para uma disciplina da faculdade. Como não havia conseguido o exemplar a tempo, me contentei a ler sabe-se-lá quantas páginas em pdf. Porém, como não possuo notebook, nem netbook, muito menos kindle e demais devices para a leitura de um arquivo não-impresso em outros lugares que não sejam a minha casa (mais precisamente, no meu computador), comecei a ler A Writer’s Diary, da Virginia Woolf porque o mesmo foi retirado da biblioteca e poderia ser carregado facilmente nas minhas bolsas em idas (não tão) intermináveis à faculdade. Outro porém: adquiri, na semana passada, um livro que deveria ter sido lido há algumas semanas para a faculdade, o The Gathering, da irlandesa Anne Enright (presente da minha querida xará Amanda) e sobre o qual pretendo fazer um dos trabalhos da disciplina.

Como decidir pela leitura de um dos três livros?
1. Prazos: ainda tenho uma semana para finalizar a leitura de Slow Man e a mesma uma semana para entregar o trabalho sobre The Gathering. Portanto, a prioridade será em cima de um deles. A Writer’s Diary pode esperar até o interstício de tempo entre Slow Man e a próxima leitura da cadeira por se tratar de uma narrativa fragmentada (é uma compilação dos diários da Virginia Woolf) que não segue, por assim dizer, um enredo linear.

2. Praticidade: ler um livro deitada na cama e apoiada em travesseiros é muito mais agradável do que sentada em uma cadeira não muito confortável e arruinando a capacidade de leitura dos meus olhos com o brilhozinho irritante do monitor (que já reclamam da miopia e astigmatismo beirando aos 5). PORÉM, a letra impressa do The Gathering é miudíssima, o que também contribui — e muito — para a ruína dos meus olhos (já o pdf permite um maravilhoso zoom ad infinitum).

3. Tamanho: o arquivo do Slow Man conta com 204 páginas e, sem que eu notasse, já li mais de 100, ao passo que sequer abri o exemplar do The Gathering ainda.

Portanto, se meus olhos permitirem, o próximo post será sobre J. M. Coetzee.

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